Exposição Coletiva Sob Um Céu Tropical
Obras de Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Antonio Gomide, Ismael Nery, Flavio de Carvalho, Candido Portinari, Cicero Dias, Mira Schendel, Leon Ferrari, Vik Muniz. Para mais informações clique aqui ...
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Na escadaria do lado de fora do Paço das Artes, enormes letras anunciam: “se vende”. Dentro, começa amanhã uma exposição que tem um preço como título. No caso, os R$ 748.600 captados para financiar esse projeto.
Veja a galeria de imagens da exposição
Toda a mostra parece uma alegoria do que se propõe a discutir, a relação entre os artistas e o dinheiro que suas obras movimentam num mercado de cifras e valores cada vez mais hiperbólicos.Logo na entrada do espaço, um trabalho de Deyson Gilbert força visitantes a olhar um sinal de adição gravado em lâmpadas de halogênio, deixando um rastro na retina de quem vai à mostra. Continue reading “Exposição explora a relação conturbada entre artistas e dinheiro” »
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A exposição Mãos da América celebra os 103 anos do arquiteto Oscar Niemeyer. O símbolo do Memorial da América Latina, idealizado por Niemeyer, uma mão aberta com sangue escorrido e ao qual desenha o mapa da América Latina, é reinterpretado por artistas brasileiros e latino-americanos. Eles interferiram em uma miniatura da obra, de 40cm, feita em cerâmica branca. Participam artistas como Caciporé Torres, Claudio Tozzi, Jaime Prades, Maureen Bisilliat, Juan Muzzi, Braun-Veja, Nora Chernajovsky e outros (de 11/01/11, às 19h, a 12/02/11).
Barra Funda: av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, estação Barra Funda do Metrô, tels. (11) 3823-4600 / 4705. Ter. a dom., 9h/18h. www.memorial.sp.gov.br
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A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta instalação da artista plástica Iole de Freitas. A obra é composta por cinco placas translúcidas e retorcidas de policarbonato, suspensas por barras de aço que cruzam o primeiro e o segundo andares do museu. A instalação sugere ao visitante uma nova relação com um dos espaços mais tradicionais da Pinacoteca: as passarelas projetadas pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Iole de Freitas explica que escolheu o policarbonato transparente na composição da obra, para que sua exposição não interferisse nas características arquitetônicas do prédio. “Os elementos vão atravessando o espaço, preenchendo-o com novas curvaturas e linhas. Com a incidência da luz, formam novos ambientes que oferecem múltiplas possibilidades estéticas e espaciais não só através do olhar, mas também pelo deslocamento do próprio corpo”. A obra foi montada diante dos visitantes do museu, e contou com apoio da equipe técnica e operacional da Pinacoteca do Estado. Segundo Iole de Freitas, “A instalação foi realizada a partir de um único sistema, cuja base é a relação entre linhas, planos e espaço. Isso possibilitou a realização de uma obra única para cada instituição que a recebeu, Fundação Iberê Camargo e Casa França Brasil, e agora a Pinacoteca apresenta o terceiro momento desta obra. Além desta instalação, outra obra da artista, a escultura s/ título, 2000, pertencente ao acervo da Pinacoteca, também pode ser vista no segundo andar do museu.
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Artista francesa Nathalie Decoster mostra suas esculturas feitas com ferro e bronze na área externa do MuBE, até 28 de fevereiro. End.: av. Europa, 218, Jardim Europa, zona oeste, São Paulo, SP. Ter. a dom.: 10h às 19h. Até 28/2. Tel.: 0/xx/11/2594-2601. Grátis. Classificação etária: livre
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Com mais de 100 obras provenientes de coleções do Brasil e do exterior, a artista plástica Judith Lauand é homenageada em exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo. A mostra traz telas do período em que Lauand aderiu ao movimento concretista, ainda nos anos 50, e trabalhos posteriores, como colagens, aplicações e suas famosas tramas em xadrez.
A Exposição acontece no Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3) e vai de 20 de janeiro a 3 de abril no Museu de Arte Moderna de São Paulo,Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h).
ENTRADA FRANCA
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Paulo Von Poser
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Em homenagem aos 457 anos da cidade, a mostra “Paulo Von Poser na BM&FBovespa – Imagens da Cidade de São Paulo” apresenta iconografias da cidade pelo artista Paulo Von Poser, além de imagens de rosas, tema de sua predileção. São 28 obras, entre serigrafias, fotografias, gravuras em metal e pinturas. Curadoria de Celso Fioravante (de 19/01/11, às 18h30, a 08/04/11).
Centro: praça Antonio Prado, 48, Metrô São Bento, tel. (11) 2565-6826. Seg. a sex., 10h/17h.
Fonte: Espaço Cultural BMF
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“Faz tempo que não nos vemos. Você envelheceu, né?”, disse Tomie Ohtake, às vésperas de comemorar seus 97 anos, completados anteontem, a este repórter, durante a entrevista sobre sua nova mostra, em seu ateliê.
“Acho que o Ricardo [Ohtake, seu filho] não vai gostar do que eu falei, mas eu não sei guardar as coisas, coloco tudo para fora”, sorri. A pintora costuma ser direta, mesmo que para tanto desagrade um pouco.

- Tomie Ohtake
Desde pequena, ela queria ser artista e chegou a estudar aquarela na escola, mas o meio conservador em que cresceu no Japão, entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, não favorecia suas vontades. A forma que ela encontrou para escapar foi convencer a mãe, em 1936, que vinha visitar o irmão no Brasil. “Eu tinha de dar um jeito de sair do Japão e prometi a ela que vinha para ficar um ano”, conta. Três meses depois de desembarcar, Tomie Nakakubo se casava com o engenheiro agrônomo Ushio Ohtake, morto em 1977.
Apesar da identidade japonesa, Tomie nunca foi de ficar em gueto. Ela vivia na Mooca, “onde era tudo italiano”, relembra-se. Seus filhos estudaram em escola católica e sua dieta vai bem além de sushi e sashimi. “Nunca me esqueço do bife a cavalo que comi, quando desembarquei no Brasil. É uma das minhas comidas favoritas.”Persistência também é outra marca de Tomie. Teve dois filhos e, só após criá-los, quando já estava próxima dos 40 anos, começou de fato sua carreira artística, como autodidata. Então o que estava guardado por tanto tempo começou a aflorar.
E sem parar. Só para a mostra “Pinturas Recentes”, que inaugura hoje, ela realizou, em menos de dois anos, 25 telas, todas de grandes dimensões, tendo o círculo como tema central.
Por que o círculo? “É uma forma muito sintética. Trabalhar só com ele é um grande desafio. E ele é também o primeiro desenho que os bebês fazem com os dedinhos”, conta, repetindo o gesto.
Em um texto de 1961, o crítico Mário Pedrosa (1901-1981) escreveu que Tomie era “uma pintora que ainda está se formando, numa personalidade já desabrochada”, portanto, nela, “a obra corre atrás da personalidade”.Agora, quase 50 anos depois, “Pinturas Recentes” revela como obra e personalidade estão afinadas.
Fonte: Folha.com
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O espaço fica fechado entre 24/12/2010 e 03/01/2011.

Mira Schendel
A exposição Mira Schendel: Avesso do Avesso traz 160 obras, todas em papel, produzidas entre os anos 1950 e 1980 pela artista Mira Schendel (Zurique / Suíça; 1919 – São Paulo / SP; 1988). Há trabalhos de séries como “Bordados”, “Trenzinhos”, “Toquinhos”, “Datiloscritos” e “Droguinhas”. Curadoria de Cauê Alves (de 20/11/2010, às 11h, a 27/02/2011).Idealizado pela galerista Raquel Arnaud, o IAC ocupa parte do prédio Joaquim Nabuco, sede da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e localizado no complexo do Centro Universitário Maria Antonia. A instituição se volta para a produção de exposições e estudo das obras de Amilcar de Castro, Mira Schendel, Sérgio Camargo e Willys de Castro. O prédio foi construído na década de 20, tombado em 1995 pelo Condephaat e começou a ser restaurado em 1999. Ele pertence à USP, que cedeu 600 m² em comodato para o IAC.
Fonte: Mapa das Artes
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A fachada do Masp na Avenida Paulista ganhou cara nova neste sábado (13). O edifício que é um ícone da cidade de São Paulo e da arquitetura se transformou em um grande céu azul bordado, com representações de nuvens em ponto cruz e até linha e agulha para simbolizar a costura.

MASP
O projeto, batizado de Trama Azul, é da artista plástica Regina Silveira e trata-se de um adesivo de vinil translúcido com impressões digitais, que faz alusão a uma costura real. O efeito ganha grande nitidez quando visto à distância.
Desde quinta-feira, uma pequena equipe de trabalhadores fazia rapel na fachada do Masp, subindo e descendo o edifício para fixar (com cola removível) o adesivo. Agora, quem passar pela Avenida Paulista já poderá conferir o resultado. Essa é a maior obra de arte pública já assinada pela artista e ficará exposta até janeiro de 2011.
Fonte: UOL – folha.com
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O consumidor americano que adentrou o supermercado, em agosto, atrás de um repasto semi pronto, se deparou com uma surpresa.

Lata da sopa imortalizada por Andy Warhol
Dentre incontáveis variedades de sopa em lata, sopa em saquinho e sopa em caixinha, havia algo de insólito: o rótulo da Campbell’s, imortalizado nas pinturas de Andy Warhol (1928-1987), estava repaginado.Não era a primeira vez. Nos anos 1990, alguns sabores já haviam aberto mão da velha embalagem –elegante, sem fotografia, a exemplo do persistente Catupiry (não se pode dizer o mesmo dos recauchutados biscoitos Piraquê)– em prol de uma imagem da sopa, em um prato, prestes a ser servida.Em 2008, a alta cúpula da Campbell’s concluiu que esta silhueta também estava defasada. Contratou três escritórios americanos de pesquisa –Innerscope, Merchant Mechanics e Olson Zaltman–, que levaram dois anos estudando a reação de consumidores.Cientistas de neuromarketing imbuíram de sensores 40 pessoas. Mapearam postura, batimento cardíaco, sudorese e respiração delas diante de uma prateleira de sopas, no mercado.Concluíram que a embalagem carecia de três mudanças.No dia 17 de fevereiro de 2010, um comunicado da empresa anunciou “um plano para turbinar a performance de seu portfólio de sopas condensadas nos Estados Unidos”.Dentre estratégias paralelas (“Melhorar o sabor das 26 variedades de sopa de galinha”), o memorando adiantava as mudanças estéticas que logo se veriam: uma fumaça saindo da sopa; a extirpação da colher que mergulhava no prato; a redução do espaço para o logo.
As crianças ganharam embalagens adornadas por Bob Esponja, Buzz Lightyear e outros personagens da Pixar. Espera-se um aumento de 2% em vendas.Anthony Sanzio, diretor da Campbell’s, disse à Folha que as mudanças não foram discutidas com o museu ou com a fundação Andy Warhol: “Temos uma relação próxima, mas isso não lhes dizia respeito. Apreciamos o fato de Andy Warhol ter transformado sua comida preferida, a sopa Campbell’s, em um ícone da arte.”Por via das dúvidas, a empresa manteve o velho desenho em três de suas sopas: tomate, cogumelo e galinha com macarrão. Sanzio não respondeu se isso era uma espécie de “cota artística”.Philip Larrat-Smith, curador da exposição “Andy Warhol, Mr. America”, ocorrida neste ano, na Estação Pinacoteca, em São Paulo, acredita que o artista teria entendido a mudança: “O Warhol tinha um tino comercial, sabia que as empresas precisavam se adaptar ao mercado. Por outro lado, intimamente, ele provavelmente pensaria: “Mas o desenho era tão bom. Por que mudá-lo?”
Fonte: UOL – Folha.com
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Leda e o Cisne
A Academia de Hollywood acaba de anunciar a lista prévia de 15 concorrentes a uma indicação ao Oscar de melhor documentário em longa-metragem. Entre os selecionados, “Lixo Extraordinário”, que no comunicado à imprensa aparece assinado apenas por Lucy Walker, embora tenha sido co-dirigido por João Jardim e Karen Harley. E também o ótimo “Exit Through the Gift Shop”, de Banksy. Ambos os filmes foram exibidos no Festival de Berlim e na Mostra de SP e foram indicados ao prêmio da Associação Internacional de Documentários. Disputaram espaço nessa primeira seleção classificatória 101 títulos.
A Comissão de Documentários da Academia viu todos os documentários elegíveis nessa primeira rodada da votação. Os integrantes agora selecionarão cinco indicados entre os 15 títulos da lista prévia. As indicações aos prêmios do 83º Oscar da Academia serão anunciados ao vivo no dia 25 de janeiro de 2011, no Samuel Goldwyn Theater, em Los Angeles. A cerimônia de entrega dos prêmios se realizará no dia 27 de fevereiro de 2011 no Kodak Theatre, também em Los Angeles, com transmissão ao vivo para mais de 200 países.
“Lixo Extraordinário“, de Lucy Walker
Fonte: UOL – Cinema – Últimas Notìcias
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Quadros monumentais de Wifredo Lam e Fernando Botero se destacam com a maior estimativa de preço nos leilões de arte latino-americana, esta semana, na Sotheby”s e na Christie”s de Nova York. Entre os cerca de 600 lotes oferecidos, obras de Sérgio Camargo, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes reconfirmam a posição entre as de brasileiros que vem se valorizando na retomada do mercado internacional de arte nos últimos dois anos. Na Sotheby”s, o leilão se divide entre a noite de hoje e a manhã de quarta; o da Christie”s ocorre na noite de quarta e na manhã de quinta-feira.
Les Abalochas Dansent Pour Dhambala, Dieu de L”unité, que Lam (1902-1982) mantinha na sala principal de sua casa em Albissola Mare, no litoral italiano, concentra as expectativas de um novo recorde de preço para obra do artista cubano. À venda na Sotheby”s, a estimativa é que este óleo sobre tela criado em 1970 alcance entre US$ 1,7 milhão e US$ 2,2 milhões. Ele vem da mesma coleção particular americana à qual pertencia Sur les Traces (Transformation), vendido pela Sotheby”s em maio por US$ 1,4 milhão, até agora o maior valor pago por um Lam em venda pública.
Na Christie”s, o carro-chefe é Family Scene, retrato de uma família de toureiros que o colombiano Botero pintou em 1985. Posto em leilão pela primeira vez, o quadro tem preço estimado entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão. Um ano depois de registrar o maior preço pago por obra de artista brasileiro num pregão público, com a venda de Relevo, de 1964, a Sotheby”s tem expectativa maior para outro trabalho de Camargo (1930-1990) produzido na década de 60, quando ele convivia com a vanguarda parisiense da arte cinética. Relevo, estimada entre US$ 350 mil e US$ 450 mil, foi vendida por pouco menos de US$ 1,6 milhão. Desta vez, com cotação entre US$ 400 mil e US$ 600 mil, a Sotheby”s oferece a escultura N.º 232, de 1969, uma das várias construções de cilindros de madeira cortados em diagonal e pintados de branco com que o artista criou enigmáticos jogos de planos.
Na Sotheby”s, além da peça de Camargo serão leiloados 16 lotes de artistas brasileiros, entre os quais há quadros de Abrahan Palatnik, Antônio Bandeiras, Cícero Dias e Di Cavalcanti, desenhos e esculturas de Frans Krajcberg, além de obras de Cildo Meireles, Ernesto Neto, Nelson Leirner e Vik Muniz. Na Christie”s são oferecidos 11 lotes de arte brasileira, representada em trabalhos de Adriana Varejão, Aldo Bonadei, Beatriz Milhazes, Cândido Portinari, Eduardo Bortk, Hélio Oiticica, Maurício Barbato, Saint Clair Cemin, Tunga e também de Vik Muniz. Paisagem Canibal (2003), típico exemplar da forma com que Adriana Varejão explora a história colonial brasileira, está à venda com a segunda maior estimativa entre os brasileiros, de US$ 250 mil a US$ 350 mil.
Detentora do atual recorde de preço para obra de artista brasileiro vivo com a venda do seu O Mágico, de 2001, por US$ 1,05 milhão, no leilão de arte contemporânea da Sotheby”s nova-iorquina em maio de 2008, Beatriz Milhazes tem dois quadros de acrílica sobre tela no leilão de arte latina da Christie”s: Machina (1993- 1994) e um sem título, de 1993, ambos com cotação entre US$ 200 mil e US$ 300 mil. No leilão de arte contemporânea da Christie”s, na semana passada, Rosa Nocturna, pintado por Beatriz entre 2006 e 2007, foi adquirido por US$ 338.500, na média da estimativa dos leiloeiros.
Fonte: Site Estadão – Noticias
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Um jarrão chinês do século XIX encontrado por herdeiros de uma família inglesa nas limpezas da casa foi vendido quinta-feira à noite num leilão em Londres por 51,3 milhões de libras (60 milhões de euros).
A peça arrematada na venda pública organizada pela leiloeira britânica Bainbridges foi comprada por um agente de Pequim e atingiu o preço mais alto jamais pago por uma obra de arte chinesa num leilão. O valor alcançado superou o de um pergaminho chinês de 15 metros da dinastia Song, vendido em Junho deste ano em Pequim.
O jarrão de porcelana foi encontrado por dois irmãos quando faziam as limpezas na casa dos pais na localidade de Pinner, no condado de Middlesex. Os irmãos, cuja identidade não foi divulgada, tinham herdado recentemente a propriedade onde encontraram a peça, e não tinham ideia do valor do objeto com 41 centímetros de altura e ricamente decorado com peixes e dragões.
O jarrão possui perfurações que deixam ver outro mais pequeno, no interior.
Fonte: DN ARTES
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Quadros seriam do artista plástico cearense Aldemir Martins, morto em 2006. Segundo representantes do artista, o material não é autêntico

Aldemir Martins
Imagine comprar três quadros de um dos mais renomados artistas plásticos brasileiros com certificado de autenticidade assinado pelo próprio pintor e firma reconhecida em cartório e, quando submeter as obras à avaliação específica, descobrir que não passam de falsificações. Foi exatamente isso que aconteceu com um empresário de 50 anos que adquiriu um quadro intitulado Mulher, datado de 2000, e dois com o nome de Gato, datados de 2000 e 2001. Todos supostamente do cearense Aldemir Martins (1922–2006).
Integrantes do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) apreenderam, na última sexta-feira (5), cinco quadros falsamente atribuídos ao artista plástico. Outros três estavam com o colecionador. O caso começou quando o empresário procurou o Estúdio Aldemir Martins, localizado em São Paulo, gerenciado pelo filho do artista, Pedro.
No estúdio, são realizadas avaliações das pinturas para conferir autenticidade. Grupos de pessoas que conheceram as distintas fases de Aldemir são convidados para julgar. No caso dos quadros trazidos pelo empresário foi detectada a falsificação. Ele resolveu levar a história à polícia, pois já havia feito uma nova encomenda. No momento da entrega, os policiais interceptaram um carro e apreenderam outra obra.
Em entrevista ao O POVO Pedro Martins, filho de Aldemir, disse que aproximadamente 60% dos quadros que chegam ao estúdio são falsos. Cada avaliação pode durar de uma semana a um mês. Assinatura, temas, traços e materiais escolhidos são levados em conta. “Nosso foco é preservar a obra do Aldemir, mas além de preservar emitimos um selo de autenticidade. Esses quadros foram identificados como não autênticos porque a pessoa foi ludibriada”, relata.
Outro ponto tratado por Pedro Martins é a disparidade de preços de uma obra original em comparação aos quadros falsos. Enquanto uma cópia pode ser vendia por 10 mil reais, um original chega a custar 30 mil dólares. “Quando a pessoa adquirir com essa margem de preço corre um perigo. Isso é um chamariz para os compradores”, disse. O artista plástico e diretor da Escolinha Aldemir Martins, Tota, teve como mestre o renomado pintor cearense e lamenta este tipo de crime. Ele lembra o caráter sensível e pessoal das manifestações culturais. “O artista expressa no trabalho o seu sentimento. Falsificar é querer maquiar, usar o outro, usar a roupa do outro”, comenta.
Segundo o artista plástico, os traços de seu mestre são fáceis de perceber. Ele conta que Aldemir Martins sempre primava pela utilização das melhores tintas, melhores telas, melhores pincéis. E muitas vezes os imitadores não atentam para esses detalhes e produzem réplicas grosseiras. Outro ponto levantado por Tota foi o menor fluxo de quadros quando o pintor cearense já estava em seus últimos anos de vida. Sendo assim, seria muito difícil o aparecimento de tantas imagens datadas de 2000 ou 2001.
Se estivesse vivo, Aldemir Martins teria completado 88 anos de vida ontem. Para comemorar a data será realizada uma exposição no mês de dezembro. Tota também está articulando a construção de um memorial com fotos, telegramas, bilhetes e cartões-postais. “O público merece conhecer a verdadeira obra dele. Embora seja uma coisa pequena como um cartão, mas que seja original”, enfatiza.
Fonte: O Povo online